
Avanços tecnológicos na cafeicultura impulsionam a sucessão familiar
Família cooperada da Cooxupé compra drone de pulverização para facilitar trabalhos na lavoura e continuar legado do avô
Atualizado em 30/09/2025
Avanços tecnológicos na cafeicultura impulsionam a sucessão familiar
Família cooperada da Cooxupé compra drone de pulverização para facilitar trabalhos na lavoura e continuar legado do avô

Por Redação em 11/10/2025
Atualizado em 30/09/2025
Enquanto um drone sobrevoava por uma lavoura de café em Santa Rosa da Serra/MG, um avô olhava orgulhoso por tudo o que construiu em sua vida. Há mais de 40 anos, pois, o produtor rural Vantuil Cardoso da Silva iniciou seus trabalhos na cafeicultura na Fazenda Pedras, seguindo os passos de seu pai, que também foi cafeicultor. Naquela época, aliás, usando enxada e carro de boi, ele plantou o futuro de toda a família. Hoje, seu filho Agnaldo Cardoso da Silva e seu neto Rodolfo Cardoso Alves Silva usam a tecnologia disponível para continuar o legado de Vantuil e manter a sucessão familiar através do café e da união. A família é cooperada da Cooxupé.
Sucessão familiar
Antes de mais nada, a cena com o drone aconteceu em maio, durante uma entrega por Paulo Henrique de Almeida, consultor de máquinas e implementos da cooperativa. O colaborador da Cooxupé foi à fazenda levar um drone de pulverização que Agnaldo e Rodolfo compraram por meio da troca em café, durante a Feira do Cerrado deste ano.
“O equipamento foi negociado na feira pelo Vitor Resende, consultor de Rio Paranaíba. Quando o drone chegou, fomos fazer a entrega técnica com a empresa Agridrones, nova parceira comercial da Cooxupé. O Rodolfo tinha nos contado que era complicado fazer a pulverização porque a lavoura não é mecanizada e havia dificuldade em contratar mão de obra. Na Feira do Cerrado, ele encontrou a oportunidade de comprar o equipamento com facilidade e se encorajou em aprender a operar”, conta Paulo.
Avô emocionado

Assim, durante a entrega, levaram o avô, que utiliza uma cadeira de rodas, ao terreiro para ver o drone pela primeira vez. “O senhor Vantuil ficou muito emocionado em ver a terceira geração da família investindo na propriedade que ele desbravou há tanto tempo”, detalha o consultor da cooperativa.
De acordo com Paulo, o uso do drone para a pulverização facilita a aplicação do produto que protege a lavoura contra pragas e doenças. Bem como resolve o problema da mão de obra. “Além de utilizar o equipamento na própria lavoura, a família pode prestar serviço para outros produtores e tem mais uma fonte de renda”, explica.
Inclusive, foi Paulo quem registrou em fotos o avô de Rodolfo acompanhando o sobrevoo do equipamento pela fazenda. “Eu sou de uma família de cafeicultores e me coloquei no lugar do senhor Vantuil. A sucessão familiar é muito importante e ele trabalhou bastante para plantar os primeiros pés de café. Saber que hoje tem sucessores interessados em investir na lavoura é muito emocionante e deixa esse avô mais tranquilo”, afirma.
Continuidade do trabalho
Segundo Rodolfo, seu avô trabalha com café há mais de 50 anos e teve muitos altos e baixos na vida. “Em uma época que a cafeicultura passou por uma fase de preços muito baixos, ele foi obrigado a deixar esse trabalho e ir para São Paulo. Entretanto, alguns anos depois, ele voltou a trabalhar com café em Minas Gerais. Para meu avô, o grão representa a história de uma vida toda e, de modo geral, o sustento da nossa família sempre dependeu da cafeicultura”, diz.
Dessa forma, seu pai e ele decidiram atuar na lavoura porque foi um amor passado de geração em geração. “Crescemos vendo nossa família trabalhar com café. Mesmo tendo dificuldades, que foram amenizadas com o passar do tempo com a chegada de equipamentos e novas tecnologias. Nunca pensamos em sair da cafeicultura. Mas sim, sempre evoluir e crescer com o café”, resume Rodolfo. Além de plantar o grão, a família ainda presta serviço de beneficiamento em uma máquina ambulante, que também foi adquirida com a Cooxupé.
Investimento em tecnologia

Em suma, Rodolfo e Agnaldo decidiram investir no drone para cuidar melhor da fazenda e conseguir produzir mais. O neto afirma que eles encontraram um gargalo que impedia uma maior produtividade, resolvido através do controle de pragas e doenças.
“Meu avô ficou admirado com a nova tecnologia porque sabe que vai nos ajudar muito no dia a dia. Antes, por ser uma pulverização manual e que dependia do clima – muita chuva ou calor atrapalham o trabalho –, a gente levava pelo menos 15 dias. Com o drone, fazemos a pulverização em meio dia de serviço”, ressalta o neto do senhor Vantuil.
Agora, a família pretende investir em mais tecnologia para trazer mais agilidade para o trabalho. “Somos fascinados em tudo o que é novo. Em nossos próximos planos estão expandir as lavouras, plantar mais café em áreas mecanizadas e aumentar a produtividade com as pulverizações feitas com o drone. A sucessão familiar é muito boa porque nos une ainda mais. Trabalhamos com quem amamos e um sempre ajuda o outro a evoluir e a vencer os desafios”, conclui Rodolfo.
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