
Café com óleo de coco faz bem?
O consumo dessa mistura ganhou muitos adeptos de um estilo de vida saudável; no entanto, nutricionista não recomenda o uso do óleo dessa forma
Atualizado em 20/10/2023
Café com óleo de coco faz bem?
O consumo dessa mistura ganhou muitos adeptos de um estilo de vida saudável; no entanto, nutricionista não recomenda o uso do óleo dessa forma

Por Redação em 07/05/2023
Atualizado em 20/10/2023
O consumo de café com óleo de coco ganhou muitos adeptos nos últimos tempos. Geralmente, a bebida é uma recomendação para quem deseja ter um estilo de vida mais saudável. No entanto, a pergunta que não quer calar é: café com óleo de coco faz bem?
De acordo com a nutricionista e professora universitária Rebeca Antunes Beraldo, o consumo de café é extremamente benéfico para a nossa saúde.
“Consumir café contribui para a redução do risco de algumas espécies de câncer. Isso porque a bebida possui substâncias antioxidantes naturais ou que são formadas durante o seu processamento”, explica.
Recomendação
Entretanto, o óleo de coco é rico em ácidos graxos saturados. É um tipo de gordura que deve estar presente de forma moderada em nossa alimentação.
Ou seja, o consumo deste óleo acima da recomendação (que já é limitada a 10% do valor das calorias totais que ingerimos no dia) contribui para o aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
“Sendo assim, café com óleo de coco não é uma combinação interessante para ser consumida diariamente. Visto que já consumimos outras fontes de ácidos graxos saturados ao longo do dia e, ao excedermos a recomendação, podemos aumentar os riscos”, alerta a nutricionista.
Óleo de coco
De antemão, segundo o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), o uso do óleo de coco deve seguir os princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer.
Ainda mais considerando a influência dos ácidos graxos ingeridos sobre os fatores de risco das doenças cardiovasculares e sobre as concentrações plasmáticas lipídios.
“A recomendação do CFN é de que esse óleo seja usado em pequenas quantidades. E em preparações culinárias, preferencialmente compostas por alimentos in natura ou minimamente processados. Não recomendamos para tratamentos. Portanto, não é interessante o seu uso conjunto com o café”, avisa Rebeca.
Treinos
Além disso, a nutricionista informa que a cafeína tem mais um benefício. A substância é associada a uma maior capacidade de mobilizar gorduras no sangue para gerar energia. O que poupa o glicogênio muscular e retarda a fadiga.
A cafeína, pois, também influencia positivamente a contratilidade muscular.
“Isso justifica o efeito termogênico do café, favorecendo a prática de exercícios físicos de resistência. Sendo assim, antes do treino, o café é uma bebida interessante para consumir”, avalia.
Ou seja, não é necessário consumir café com óleo de coco para fazer atividade física; apenas o café é suficiente.
Emagrecimento
Ainda de acordo com Rebeca, o consumo de café pode contribuir para o emagrecimento apenas se estiver presente no contexto de um estilo de vida saudável.
“Portanto, se o indivíduo consome alimentos in natura ou minimamente processados e evita o consumo de alimentos ultraprocessados ricos em gorduras saturadas, gorduras, trans, açúcares e calorias. Além disso, é importante que o indivíduo pratique atividades físicas”, ressalta a docente.
Nesse sentido, apenas o café puro, sem o óleo de coco, pode auxiliar no emagrecimento – desde que associado a uma boa alimentação e à prática de atividade física.
Sistema nervoso
O consumo de até quatro xícaras de café por dia contribui para um bom funcionamento do sistema nervoso. Pois, segundo a nutricionista, deixa o indivíduo mais concentrado e apto para exercer suas atividades intelectuais.
Bem como reduz a ocorrência de apatia e depressão, aumenta a capacidade de memorização, atenção e concentração, tornando-se apropriado à todas as faixas etárias.
Café com óleo de coco
Entretanto, o uso de óleo de coco em conjunto com o café não é interessante.
“Principalmente para indivíduos que já apresentam predisposição para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas e alterações no perfil lipídico, como colesterol alto, triglicérides alto, LDL alto e HDL baixo)”, conclui Rebeca.
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