
Café na Itália: tradição, espresso e influência mundial
Da Moka às cafeterias históricas, conheça como a cultura italiana moldou hábitos de consumo e inspirou novas formas de apreciar a bebida
Atualizado em 30/09/2025
Café na Itália: tradição, espresso e influência mundial
Da Moka às cafeterias históricas, conheça como a cultura italiana moldou hábitos de consumo e inspirou novas formas de apreciar a bebida

Por Redação em 12/10/2025
Atualizado em 30/09/2025
O café na Itália é parte essencial da identidade cultural do país e referência para o mundo. O espresso, símbolo dessa tradição, tornou-se patrimônio da vida cotidiana italiana e inspiração para cafeterias em todos os continentes. A informação é do blog Grão Gourmet.
Onde tudo começou
Em primeiro lugar, o grão chegou ao país no século XVI. Rapidamente, ultrapassou a condição de simples bebida para se tornar um ritual social e cultural. Em 1615, Veneza recebeu os primeiros carregamentos. E logo surgiram cafeterias públicas que se transformaram em pontos de encontro de intelectuais e artistas.
Entre esses espaços, o Caffè Florian, inaugurado em 1720 na Praça de São Marcos, segue em funcionamento até hoje como um marco histórico. Visitar o Florian é reviver a atmosfera dos séculos passados, saboreando uma xícara cercada por história e tradição.
Enquanto isso, no Brasil, as primeiras mudas de café chegaram em 1727, segundo o Cecafé. Quase 300 anos depois, nosso país lidera como maior produtor e exportador do grão. Aliás, seu cultivo sustenta milhões de famílias, gera renda para pequenos e médios produtores e mantém o produto como base da economia agrícola nacional.
Café na Itália
No século XIX, a criação da caffettiera napolitana trouxe o hábito de preparar café em casa. Essa inovação logo ganhou espaço e deu origem à Moka, que se tornou símbolo da experiência doméstica italiana. Preparar uma bebida forte e encorpada passou a ser parte do dia a dia das famílias.
O grande salto, entretanto, aconteceu no século XX com a invenção da máquina de espresso. Luigi Bezzera patenteou a primeira versão a vapor em 1901. E Achille Gaggia, em 1947, aperfeiçoou a extração sob pressão. Foi assim que nasceu o espresso moderno: intenso, aromático e coberto por uma crema cor de avelã, que se tornou ícone mundial. Na Itália, pedir “um café” é sinônimo de receber um espresso servido no balcão, em pé, em poucos segundos.
Criações que conquistaram o mundo
Os italianos não se limitaram ao espresso. O cappuccino, que consomem tradicionalmente pela manhã com um croissant, e o macchiato, que leva um toque de leite, também se espalharam pelo mundo. Assim, cada receita traz a marca da criatividade italiana, transformando simples variações em bebidas consagradas.
Hoje, o país europeu consome, em média, 5,6 quilos de café por pessoa ao ano. Mais do que quantidade, os italianos valorizam a qualidade e o ritual que envolvem cada xícara. Essa forma de consumo reforça a conexão entre café, identidade e convivência social. Dessa forma, consolidando a Itália como uma das maiores referências globais.
Atualmente, o consumo mundial do produto totaliza 177 milhões de sacas de 60 quilos. O dado é da Organização Internacional do Café.
Paralelo com o Brasil
Assim como a Itália elevou o café ao patamar de arte, o Brasil se destaca pela produção de grãos especiais reconhecidos internacionalmente. Um exemplo é o Especialíssimo, programa da Cooxupé e da SMC Specialty Coffees. Em suma, ele valoriza o trabalho dos cooperados e projeta o café brasileiro para o mercado mundial.
No Hub do Café, você encontra outras histórias, além do café na Itália, que mostram como tradição e inovação se unem para transformar o futuro da cafeicultura.
Leia também:
A história do café e sua evolução no cenário mundial
O café como expressão cultural no mundo
Assine nossa Newsletter
Cadastre-se gratuitamente e receba nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do mercado de café.
Continue lendo

Café reduz risco de doenças do fígado, aponta estudo

Brasil exporta 3,9 mi de sacas de café em setembro, alta de 3% ante 2025

Broca-do-café exige monitoramento e manejo desde a etapa pós-colheita


