
Casal recomeça vida no campo e produz café premiado no interior de Minas
Após aposentadoria, Renato e Andrea se mudaram do Rio de Janeiro para Minas Gerais e hoje se dedicam à produção de cafés especiais; produtores conquistaram neste ano 3º lugar no Programa Especialíssimo, da Cooxupé
Atualizado em 03/12/2021
Casal recomeça vida no campo e produz café premiado no interior de Minas
Após aposentadoria, Renato e Andrea se mudaram do Rio de Janeiro para Minas Gerais e hoje se dedicam à produção de cafés especiais; produtores conquistaram neste ano 3º lugar no Programa Especialíssimo, da Cooxupé

Por Redação em 02/12/2021
Atualizado em 03/12/2021
Após a aposentadoria, a maioria das pessoas busca tranquilidade e descanso. Mas, para Renato Pita Maciel de Moura e Andrea de Souza Rangel, a história foi diferente. O casal recomeçou a vida profissional na produção de café há 16 anos e, hoje, é reconhecido por produzir o terceiro melhor café especial da Cooxupé, a maior cooperativa de café do Brasil.
A princípio, em 2005, após se aposentar, Renato decidiu que era hora de mudar a rotina e realizar um desejo antigo. “Sempre tive vontade de desenvolver uma atividade rural. Queríamos, mesmo depois de nos aposentar, continuar provocando a cabeça, aprendendo e nos desafiando. Um recomeço mesmo, e encontramos isso na produção de café”, conta Renato.
Casal recomeça
A decisão pelo café veio com a ajuda de um amigo, que é produtor. “Brincamos que foi nosso guru, pois nos orientou quanto a escolha pelo café, pela área apropriada para a produção e, também, esse potencial dos cafés especiais, que começamos a perceber”, conta o produtor que encontrou uma área em Baependi.
O município faz parte da área de Indicação Geográfica para café no Brasil da Serra da Mantiqueira de Minas. Baependi tem altitudes máximas de 2.252 metros, ou seja, favorece a produção de cafés especiais.
“Costumo dizer que nosso papel é não estragar o que a natureza nos dá e ter a dedicação com os processos para manter essa qualidade”, diz Andrea. Assim, ainda no processo de aprender, a analista de sistemas e o engenheiro de sistemas têm no café especial um novo desafio.
Reconhecimento
“Fizemos uma transição gradual para essa produção pois começamos a perceber esse potencial. É um conjunto de detalhes, equipamentos, formação de uma equipe, cuidados, produtos, etc…”, contam.
Por fim, o reconhecimento com a terceira colocação no Especialíssimo deste ano, segundo o casal, é resultado dessa dedicação. “O coroamento por estarmos trabalhando para entregar ao mercado o melhor café possível. E, com certeza, esse reconhecimento tem uma grande força.”
Assine nossa Newsletter
Cadastre-se gratuitamente e receba nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do mercado de café.
Continue lendo

Café reduz risco de doenças do fígado, aponta estudo

Brasil exporta 3,9 mi de sacas de café em setembro, alta de 3% ante 2025

Broca-do-café exige monitoramento e manejo desde a etapa pós-colheita


