
Cecafé: clima, ESG e a Resiliência dos Cafés do Brasil
Para entidade, a existência de uma governança estruturada e fortalecida pelo amadurecimento da cadeia cafeeira do Brasil é um importante diferencial de sustentabilidade
Atualizado em 03/09/2021
Cecafé: clima, ESG e a Resiliência dos Cafés do Brasil
Para entidade, a existência de uma governança estruturada e fortalecida pelo amadurecimento da cadeia cafeeira do Brasil é um importante diferencial de sustentabilidade

Por Redação em 09/09/2021
Atualizado em 03/09/2021
Artigo publicado pelo diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, e pela gestora de sustentabilidade da entidade, Silvia Pizzol, diz que o Brasil sofre impactos das mudanças no clima.
Isto porque as lavouras de café também têm sido expostas a eventos extremos, com alcance e impactos diferentes. Exemplos disso são a falta de chuva e altas temperaturas, bem como as geadas.
Clima e ESG
Assim, nesse cenário, a resiliência é construída por uma agenda ESG (de Governança Ambiental, Social e Corporativa – traduzido do inglês). As ações devem acontecer no curto, médio e longo prazo.
O foco é reduzir efeitos da mudança no clima. Também são pensadas ações alinhadas às políticas de comércio e clima que vêm crescendo nos principais mercados consumidores do café no Brasil.
Para o Cecafé, a existência de uma ação forte pela evolução da cadeia produtiva dos cafés do Brasil é um diferencial sustentável.
Pois, permite a resposta com ação entre os setores público e privado aos problemas. Assim, dá apoio de emergência aos produtores de café que enfrentam perdas.
Recursos
O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), no qual o Cecafé é elo exportador, é responsável por R$ 6 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Com isso, há diferentes linhas de crédito para a cadeia produtiva.
Os valores apoiam a recuperação de cafezais atingidos por eventos climáticos fortes e o ajuste de oferta. Trata-se, assim, de uma importante estratégia frente à alta na instabilidade dos preços.
Uma boa governança setorial, no entanto, também está associada a instrumentos para acompanhar os riscos da cadeia de abastecimento. A exemplo dos contratos de hedge e do seguro rural, fundamental para minimizar as perdas.
Assim, no Brasil, contratos futuros, a termo e de barter cresceram nos últimos anos. Inclusive com a adesão de pequenos e médios cafeicultores, que passam a ter controle de receita, protegendo seus investimentos.
Seguro
Em relação ao seguro, o café está no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) do Mapa. Desde o ano passado, teve o aumento do percentual de subvenção ao prêmio. Assim, o limite mínimo passou de 20% para 40%.
Ainda segundo o artigo, melhorar a gestão de riscos é essencial. Tanto para a liquidez, previsibilidade e transparência no mercado, quanto para enfrentar o atual cenário de incerteza climática.
A adaptação da cadeia café do Brasil às mudanças do clima também é foco do CDPC. O órgão orienta a aplicação dos recursos do Funcafé em pesquisa.
A carteira do Consórcio Pesquisa Café tem 95 projetos em execução, que como resultado, fortalecerão a capacidade do café enfrentar a instabilidade do clima.
Para Matos e Pizzol, ciência e pesquisa são essenciais para a cafeicultura. Isto porque aumentam a produtividade e colocam os cafés do Brasil em destaque no mundo.
Portanto, a agenda do Consórcio Pesquisa Café é um exemplo para a iniciativa de inovação em agro para o clima (AIM-C), proposta por Estados Unidos e Emirados Árabes, com apoio do Brasil. Esta ação, ainda em discussão, fomentará inovação, pesquisa e evolução no agro do mundo.
Cecafé e ESG
Dessa forma, o Cecafé também desenvolve um projeto de pesquisa. Com o objetivo de fazer a cafeicultura do Brasil contribuir para a economia de baixo carbono.
Essa ação ESG do Cecafé visa alinhar exportação e tendências mundiais. Programas e políticas da Europa, EUA e China consolidam esse perfil. O foco é a redução na emissão de gases de efeito estufa (GEE).
Assim, como principal fornecedor de café do mundo, o Brasil precisa estar atento os principais mercados consumidores. Além de mostrar avanços sustentáveis que tragam força diante do clima extremo.
Com sua agenda ESG voltada à neutralidade de carbono, responsabilidade social, gestão de riscos e segurança alimentar, o Cecafé executa sua missão: mostra ao mundo que o Brasil é e será fonte segura para fornecer ao mundo cafés sustentáveis.
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