
Cecafé participa de debate sobre a crise no transporte marítimo
Em evento da SCTA, entidade expôs ações que a cafeicultura do Brasil realiza para reduzir impactos dos gargalos logísticos
Atualizado em 18/10/2021
Cecafé participa de debate sobre a crise no transporte marítimo
Em evento da SCTA, entidade expôs ações que a cafeicultura do Brasil realiza para reduzir impactos dos gargalos logísticos

Por Redação em 18/10/2021
Atualizado em 18/10/2021
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou de um debate sobre a crise no transporte marítimo.
A mesa redonda virtual “Resistindo à tempestade: Como as cadeias de abastecimento podem enfrentar a ruptura no transporte marítimo” foi realizada na sexta-feira, 15, pela Swiss Coffee Trade Association (SCTA).
O evento teve a presença de líderes de todo o mundo da cadeia de suprimentos, da produção à exportação e armadores.
Crise no transporte marítimo
Nicolas Rueda, presidente do Cecafé, foi um dos palestrantes no painel “Logística – um mergulho profundo no futuro do transporte”.
Assim, a apresentação debateu sobre quais são os desafios da crise operacional no transporte feito pelo mar em todo o mundo.
Ao mencionar a reviravolta no desempenho das exportações brasileiras de café, que eram positivas até o acumulado de julho, Nicolas Rueda explicou que isso é reflexo da continuidade dos gargalos logísticos.
Ou seja, problemas estruturais que ultrapassam as fronteiras do Brasil e do produto.
De acordo com Rueda, os entraves no comércio marítimo global, com constantes atrasos causados pela falta de espaços nos navios e de contêineres, além de sucessivos cancelamentos de bookings, fez com que o Brasil deixasse de exportar cerca de 4 milhões de sacas entre maio e setembro deste ano.
Café sustentável
Na sequência, o diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, debateu “Os grandes temas de sustentabilidade para os próximos dez anos. Alcançaremos as demandas do Desafio do Café Sustentável e como as associações podem ajudar?”.
O painel apresentou as novas legislações na Alemanha, relacionadas aos direitos humanos. Bem como as discussões preliminares no âmbito da União Europeia sobre a importação de commodities, entre elas o café.
Assim, Matos defendeu o compromisso do Brasil com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Bem como com as legislações social, ambiental e de segurança alimentar, que citou como pilares importantes para a entidade.
“Temos trabalhado intensamente para avançar de forma positiva nesses temas, com a restruturação de programas anteriores, desenvolvimento de novos projetos e realização de parcerias estratégicas, que estão sendo liderados pelo Cecafé no Brasil”.
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