
CNA pede ao Governo Federal reforço de recursos para o seguro rural
A Confederação pediu ao Ministério da Economia suplementação de R$ 376 milhões para o programa
Atualizado em 22/09/2021
CNA pede ao Governo Federal reforço de recursos para o seguro rural
A Confederação pediu ao Ministério da Economia suplementação de R$ 376 milhões para o programa

Por Redação em 28/09/2021
Atualizado em 22/09/2021
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao Ministério da Economia o reforço de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A suplementação pedida tem valor de R$ 376 milhões.
No ofício enviado ao Ministério, a CNA disse que, até o início de setembro deste ano, mais de 87% dos R$ 924 milhões aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA) foram utilizados em subvenção ao prêmio do seguro rural. Assim, proporcionou a cobertura de 8,1 milhões de hectares (ha) e 143 mil apólices.
Reforço seguro rural
“O esgotamento de recursos, no início de setembro, revela que o mercado de seguros agrícolas está aquecido. Esse volume de crédito suplementar garantirá a cobertura de seguro para mais 4,5 mi de ha. Além de 50 a 70 mil apólices”, diz a CNA.
De acordo com a entidade, o volume de recursos utilizado para apólices de grãos já esgotou a previsão de aplicação. A previsão foi definida pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR). O valor usado foi de R$ 684 milhões, especialmente nas atividades de milho 2ª safra, soja e milho verão.
Além disso, os preços das commodities agrícolas tiveram aumento superior a 40%, impactando no valor da importância segurada e dos prêmios de seguro.
“Contamos com a suplementação para permitir que os produtores de milho 1ª safra e soja possam acessar a política de gestão de riscos em 2021”.
Por fim, no ofício, a CNA diz que a maior adesão dos produtores aos seguros agrícolas reflete o envolvimento do governo com a política de seguro rural. Além da informação para todos os agentes do mercado e o aumento das perdas decorrentes de problemas do clima.
No primeiro semestre, estiagem e geadas afetaram diversas culturas, como milho e café, por exemplo.
Café
As geadas causaram perdas de 19% nas áreas de café em Minas Gerais. Ou seja, a porcentagem é equivalente a 173,68 mil hectares, segundo estimativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG).
Assim, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a reserva de R$ 1,32 bilhão de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para produtores atingidos por geadas. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recomendou a aprovação.
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