O solo é um componente essencial da vida na Terra. Afinal, contribui para a regulação e abastecimento de água, regulação climática, conservação da biodiversidade. Além de sequestro de carbono. Como nos lembra a ONU, pois, 95% dos nossos alimentos provêm do solo e cerca de 33% dos solos do planeta estão degradados. Dessa forma, é necessário lançar mão da conservação do solo.
Acima de tudo, nosso solo está ficando mais pobre. Isto é consequência da exploração durante décadas, retirando seus recursos mais preciosos e não lhe devolvendo nada. O solo do nosso planeta é um organismo cheio de vida. Portanto, é composto por diversos elementos minerais e orgânicos.
Conservação do solo
Na verdade, o solo é uma fina camada de matéria mineral e orgânica que permite a retenção e a circulação da água e do ar na superfície da Terra. De antemão, essa fina camada, que varia em espessura de alguns centímetros a alguns metros, sustenta praticamente toda a vida no planeta.
Nesse sentido, diferentes formas de vida coexistem e permitem que o solo desempenhe diversas funções essenciais:
- regular o clima;
- regular inundações;
- manter/sequestrar carbono;
- fornecer alimentos, fibras e combustível;
- fornecer equipamentos de construção;
- ser um habitat para muitos organismos;
- purificar a água e reduzir a contaminação do solo.
Recurso não renovável
Sim, nosso solo tem superpoderes! Entretanto, a sua exploração intensiva provoca o seu empobrecimento. O que leva, desde já, à sua erosão e à desertificação. Isto é, o que os torna ainda menos capazes de ser utilizados.
Antes de mais nada, o solo é um importante recurso não renovável que, quando sujeito à forte erosão, se perde ao longo de milênios.
Embora a chuva forneça umidade para o crescimento das plantas e o bem-estar humano, é também, sem dúvida, uma das principais causas da degradação do solo. Que ameaça seriamente o equilíbrio do nosso planeta e de todos os seus ocupantes. Outrossim, a erosão do solo reduz a produtividade da terra. E contribui, principalmente, para o assoreamento de rios, o que é responsável pelas enchentes.
Riscos
Ademais, o risco de erosão aumenta se o solo não for suficientemente protegido por cobertura vegetal e/ou pela camada de resíduos de colheita da cultura anterior (palha). Assim, resíduos e vegetação protegem o solo do impacto das gotas de chuva e respingos de água. Inclusive, eles também tendem a reduzir a velocidade do fluxo de água. E promover a infiltração da água no solo.
A adoção de práticas conservacionistas, como, por exemplo, a adoção do sistema de plantio direto, com o não retorno dos restos vegetais, realizando a rotação de culturas e preservando a palhada na superfície do solo, é uma enorme contribuição. Isso para que o sistema se torne equilibrado e sustentável. A princípio, a palha sobre o sistema diminui a temperatura e preserva a umidade do solo. Criando um clima mais favorável para o desenvolvimento de micro-organismos benéficos.
Por outro lado, a camada perdida com a erosão é a mais fértil, viva e rica em matéria orgânica. As plantas somente poderão recobrir o solo com rapidez e eficiência quanto maior for a sua velocidade de desenvolvimento. Isso é possível quando a planta encontra no solo as condições adequadas, principalmente a disponibilidade de nutrientes.
Sobretudo, em função dos solos tropicais apresentarem baixa disponibilidade de nutrientes, é o fertilizante quem contribuirá para o fornecimento de nutrientes fundamentais para o crescimento das plantas.
Importância do fertilizante
Em síntese, o uso de fertilizante favorece a maior produção de massa vegetal. O que irá criar uma maior massa de resíduo, protegendo o solo com maior eficiência contra o impacto das gotas de chuva. E, consequentemente, do processo erosivo do solo.
Da mesma forma, quanto maior o desenvolvimento da planta, maior será a quantidade de resíduos vegetais que ficará sobre o solo.
Preservação
Portanto, é evidente a importância do fertilizante no recobrimento vegetal do solo e a maior produção de palha. Esses dois fatores, primordialmente, contribuem para reduzir o processo erosivo do solo. E conservar as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo.
Essa preservação, por fim, ajuda o solo a manter seu potencial produtivo. Mas, acima de tudo, contribui para reduzir o assoreamento de rios e lagos e a conservação da água.
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