
Cooxupé lança projeto de Cafeicultura Regenerativa para cooperados
Lavouras receberão corredores ecológicos com espécies nativas e frutíferas, unindo ciência, tradição e inovação
Atualizado em 05/09/2025
Cooxupé lança projeto de Cafeicultura Regenerativa para cooperados
Lavouras receberão corredores ecológicos com espécies nativas e frutíferas, unindo ciência, tradição e inovação

Por Redação em 11/09/2025
Atualizado em 05/09/2025
A Cooxupé lançou o Projeto de Cafeicultura Regenerativa, que apoia cooperados na implantação de corredores ecológicos dentro das lavouras de café. Em princípio, a iniciativa une ciência, tradição e inovação, levando sustentabilidade ao campo sem comprometer a produtividade nem a renda do produtor.
Ademais, o projeto começa com 20 produtores cooperados selecionados para receber acompanhamento técnico, orientações personalizadas e suporte em todas as etapas. Por sua vez, cada lavoura terá modelos específicos de corredores, respeitando a realidade de cada propriedade.
Corredores ecológicos
Segundo Natalia Fernandes Carr, gerente ESG da Cooxupé, os corredores ecológicos serão formados por árvores e arbustos nas bordas dos talhões e, quando possível, no sistema, 11 linhas de café para uma de árvores. Além disso, a seleção de espécies será feita junto ao cooperado, incluindo frutíferas, nativas, madeiráveis e plantas atrativas para polinizadores e inimigos naturais.
“São plantas que promovem serviços ecossistêmicos, como controle biológico e polinização, além de espécies que agregam valor econômico à lavoura, seja pela madeira ou pela frutificação”, informa Natalia.
Além disso, a Cooxupé já recomenda práticas regenerativas, como o uso de cultivares resistentes, plantas de cobertura entre linhas e aplicação de bioinsumos e compostos. Todavia, o diferencial do novo projeto está no manejo e na poda dos corredores ecológicos, que ampliam benefícios às famílias cooperadas.
De acordo com Natalia, os impactos positivos são claros: melhora do microclima, maior saúde das plantas e qualidade superior dos grãos. No entanto, também há ganhos econômicos. “Traz economia e resiliência pelo menor uso de defensivos, menos irrigação, maior proteção contra extremos climáticos, acesso ao crédito rural sustentável, diversificação de renda e geração de receita com créditos de carbono”, aponta a gerente ESG.

Parceiros e implementação
Portanto, o projeto reúne parceiros estratégicos. A Cooxupé atua no campo desenvolvendo práticas sustentáveis. A Epamig responde pelo embasamento científico e design dos corredores ecológicos. Já a Clima Café de Floresta, GrowGrounds e Löfbergs colaboram com monitoramento, certificação ambiental e gestão dos créditos de carbono.
Por fim, a GrowGrounds conecta os produtores à Löfbergs, que se compromete a adquirir os créditos de carbono gerados no projeto, garantindo segurança e retorno econômico para os cooperados.
Cafeicultura Regenerativa
Em suma, trata-se de um modelo de produção que busca regenerar o solo, conservar a biodiversidade e fortalecer os sistemas agrícolas diante dos desafios climáticos.
A Cooxupé já recomenda práticas como:
- Uso de cultivares resistentes a pragas e doenças.
- Implantação de plantas de cobertura, como braquiária ou mix de espécies.
- Uso de bioinsumos, compostagem, palhada e controle biológico.
Com o novo projeto, a cooperativa avança e promove o plantio de árvores nas lavouras, formando corredores ecológicos que unem sustentabilidade, inovação e competitividade.
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