
Entidades do agro e governo buscam soluções para problemas logísticos
Reunião em Brasília teve participação do Cecafé e discutiu gargalos no comércio marítimo global para encontrar soluções em médio e longo prazos
Atualizado em 27/09/2021
Entidades do agro e governo buscam soluções para problemas logísticos
Reunião em Brasília teve participação do Cecafé e discutiu gargalos no comércio marítimo global para encontrar soluções em médio e longo prazos

Por Redação em 27/09/2021
Atualizado em 27/09/2021
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou de reunião com o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Gustavo Ene. Em pauta, os problemas logísticos para o setor.
Sugerido pelo Instituto Pensar Agro (IPA) e pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o encontro em Brasília também teve a presença de outras entidades setoriais.
Segundo o Cecafé, a reunião teve como objetivo mostrar os impactos econômicos e sociais que os entraves logísticos têm causado ao país. Bem como buscar soluções, junto ao governo federal, para reduzir a crise e encontrar caminhos em médio e longo prazos.
Problemas logísticos
O Cecafé apresentou os problemas do cenário para o setor. Como por exemplo, o Brasil deixar de embarcar, entre maio e agosto, pelo menos 3,5 milhões de sacas de café. Ou seja, cancelando o ingresso de receita cambial na ordem de US$ 500 mi.
A reunião também teve a participação do deputado federal Arnaldo Jardim, que conduz a Comissão de Infraestrutura e Logística da FPA. Bem como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).
Representantes do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) também estavam na reunião.
Gargalos
Em reunião no mês de julho, o diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, falou sobre a importância de diversificar modais de transporte. Além da necessidade de adequar as estruturas dos portos do Sudeste.
Isto ampliaria a capacidade na movimentação de cargas nos portos para o escoamento dos elevados volumes exportados pelo agro do Brasil.
Matos disse que, assim como o café, as exportações do agro demandam um replanejamento portuário.
Para ele, é preciso melhorar os arranjos, otimizar os processos e elevar a eficiência. Além disso, aumentar a capacidade e reduzir os custos de operação para garantir competitividade ao setor.
Na ocasião, ele também destacou os gargalos logísticos devido aos cancelamentos de bookings, à menor oferta de contêineres e aos desafios do aumento dos preços dos fretes internacionais no cenário de reabertura das economias.
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