
Estudo mostra a relação entre os genes e o gosto por café
Genética pode explicar a preferência por café amargo e puro, diz pesquisa da Universidade Northwestern
Atualizado em 30/12/2021
Estudo mostra a relação entre os genes e o gosto por café
Genética pode explicar a preferência por café amargo e puro, diz pesquisa da Universidade Northwestern

Por Redação em 30/12/2021
Atualizado em 30/12/2021
Os genes e o gosto por café têm uma relação direta. É o que mostra uma pesquisa da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.
Divulgado pelo jornal Washington Post, o estudo mostra que a preferência por café amargo e puro pode estar marcada na genética. A reportagem foi publicada no Brasil pelo portal Mega Curioso.
Assim, os cientistas explicam que algumas pessoas têm tendência a metabolizar a cafeína mais rápido. Dessa forma, isso as leva a preferir café preto amargo ao com leite, além de chocolates amargos aos mais doces.
Genes e o gosto por café
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores coletaram informações sobre os genes dos participantes do estudo. Bem como pediram que respondessem a questionários sobre suas dietas e preferências por alimentos. Como, por exemplo, se eles colocavam açúcar no café e quantas colheres.
Como resultado, as pessoas cujos genes indicavam o metabolismo mais rápido da cafeína preferiam o gosto e o cheiro do café preto e do chocolate amargo.
Por outro lado, esse gosto por sabores amargos só se manifesta com café e chocolate, sendo normal o resto da dieta.
Café mais forte é café melhor
Essa preferência tão específica indicou um caminho para associar a genética ao gosto por café amargo. Ou seja, pessoas que metabolizam a cafeína mais rápido também sentem os efeitos da substância diminuírem com mais velocidade.
Então, elas preferem cafés que pareçam mais fortes.
De acordo com a matéria, a professora Marilyn Cornelis, que liderou o estudo explica: “essas pessoas associam o amargo da cafeína a seu efeito estimulante. Nós estamos vendo um efeito que, na verdade, é aprendido”.
Assim, a conclusão é reforçada pelo fato de que o contrário também acontece. Isto é, pessoas mais sensíveis aos efeitos da cafeína (que começam a tremer ao tomar meia xícara) gostam menos de café, doce ou amargo.
Por fim, segundo a pesquisadora, a descoberta pode ajudar em outras pesquisas sobre o bem que a bebida faz para a saúde.
Assine nossa Newsletter
Cadastre-se gratuitamente e receba nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do mercado de café.
Continue lendo

Café reduz risco de doenças do fígado, aponta estudo

Brasil exporta 3,9 mi de sacas de café em setembro, alta de 3% ante 2025

Broca-do-café exige monitoramento e manejo desde a etapa pós-colheita


