
Funcafé 2024/2025: taxa de juros de 11% e R$ 6,88 bi disponíveis
Pleito da ABIC fez com que o valor do crédito para Capital de Giro chegasse a R$ 1,01 bilhão, um recorde para o segmento
Atualizado em 05/07/2024
Funcafé 2024/2025: taxa de juros de 11% e R$ 6,88 bi disponíveis
Pleito da ABIC fez com que o valor do crédito para Capital de Giro chegasse a R$ 1,01 bilhão, um recorde para o segmento

Por Redação em 05/07/2024
Atualizado em 05/07/2024
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou a distribuição dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2024/2025. De antemão, orçamento disponibilizado para o setor, que está sob o guarda-chuva do Plano Safra, atingiu a marca histórica de R$ 6,88 bilhões. Inclusive, outro ponto relevante é a manutenção da taxa máxima de juros em 11% ao ano, mesmo patamar da safra anterior.
Funcafé
Antes de mais nada, os recursos serão distribuídos para as seguintes linhas de crédito. Financiamento para aquisição de café (FAC) (R$ 1,61 bilhão); crédito para capital de giro (R$ 1,01 bilhão). Além de crédito de comercialização (R$ 2,49 bilhões); crédito de custeio (R$ 1,73 bilhão). E, por fim, crédito para a recuperação de cafezais (R$ 30 milhões).
Marca histórica
A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), pois, defendeu o remanejamento de recursos ociosos para a linha de crédito para Capital de Giro. Isto é, a principal linha destinada à indústria. Com o apoio de representantes do setor público e privado, o pleito fez com que o valor chegasse a R$ 1,01 bilhão. Desde já, um recorde para o segmento, tornando a linha de capital de giro a que mais cresceu em termos percentuais.
“A ABIC, sempre ao lado do industrial, defende o melhor para a cadeia cafeeira. Uma linha de crédito menos burocrática para Capital de Giro, com mais recursos disponíveis, beneficiará os industriais. É uma importante vitória para o nosso setor”, celebra Celírio Inácio. Ele é diretor executivo da ABIC.
Aliás, vale lembrar que a ABIC, em 2021, conquistou a isonomia da taxa de juros no âmbito do Funcafé. Reduzindo, inclusive, a taxa máxima de juros para a indústria de torrefação ao igualar as condições em face das taxas aplicáveis às linhas de interesse dos cafeicultores.
Pesquisa e promoção do café brasileiro
Ademais, outra conquista do setor cafeeiro foi a alocação de R$ 31,1 milhões para financiar pesquisas, estatísticas e a promoção do café brasileiro. Após décadas sem recursos do Funcafé aplicados na promoção da imagem do grão, pois, R$ 4,6 milhões serão destinados ao planejamento do marketing nos mercados nacional e internacional.
Do total, portanto, a Embrapa Café receberá R$ 17,6 milhões para investir em pesquisa e capacitação de técnicos. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (STI), ficarão com R$ 9,02 milhões. Cujo objetivo, em conclusão, é sistematizar processos, inclusive de modernização do levantamento de safra.
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