
Mancha aureolada: ataque às plantações de café
Manejo deve ser feito para evitar a entrada da bactéria na planta e reduzir a incidência da doença nos cafezais
Atualizado em 15/04/2025
Mancha aureolada: ataque às plantações de café
Manejo deve ser feito para evitar a entrada da bactéria na planta e reduzir a incidência da doença nos cafezais

Por Redação em 18/04/2025
Atualizado em 15/04/2025
As lavouras mais prejudicadas pela doença da mancha aureolada são as que estão em formação, com até três e quatro anos de idade. Além disso, as culturas que sofreram podas drásticas, especialmente as situadas em locais altos e nas faces sul e sudeste de áreas montanhosas. A princípio, sujeitas a ventos frios constantes.
De antemão, a adoção da colheita mecanizada de café provoca a abertura de ferimentos que favorecem a penetração e disseminação da bactéria nas plantas. Dessa maneira, o que pode agravar a doença nos cafezais. Sobretudo, as condições climáticas que favorecem a mancha aureolada são temperaturas amenas, principalmente à noite, chuvas e elevada umidade relativa.
Mancha aureolada
No entanto, as lesões nas folhas são de coloração parda, acompanhadas por um halo amarelado. Nos ramos, por exemplo, as lesões são escuras e atingem o pecíolo das folhas, causando desfolha. Todavia, também são encontradas lesões nas inflorescências (rosetas) e em frutos novos. Dos quais podem comprometer parte da produção.
“O manejo da mancha aureolada se inicia pela utilização de mudas sadias. Caso a doença seja detectada em viveiros, as mudas precisam ser destruídas e o restante deve ser protegido, com aplicações de fungicidas cúpricos e/ou de antibiótico (casugamicina), a cada 15 dias”, explica o engenheiro agrônomo e CEO da Experimental Agrícola/illycaffè, Dr. Aldir Alves Teixeira.
Entretanto, o manejo no campo é difícil, por se tratar de uma doença bacteriana. Em locais sujeitos a ventos frios, instalam-se quebra-ventos temporários. Como o girassol, a crotalária, o feijão guandu, e outros. Se possível, ainda antes do plantio das mudas de café. Da mesma forma, são sugeridos os quebra-ventos permanentes. Dos quais, grevíleas, bananeiras, abacate, cedrinho, eucalipto e outras espécies.
Em suma, lavouras em que foi constatada a doença devem ser protegidas com aplicações de fungicidas cúpricos, logo após a colheita. Bem como no início do ciclo reprodutivo da planta – com aplicações a cada 20 ou 30 dias.
illycaffè
É uma empresa familiar italiana fundada em 1933, em Trieste. Definitivamente, todos os dias 8 milhões de xícaras de café illy estão em mais de 140 países. Desde a sua fundação, illycaffè tem direcionado as suas estratégias para um modelo de negócio sustentável. Aliás, compromisso que reforçou em 2019 ao adotar o estatuto de Benefit Company. E em 2021 ao tornar-se a primeira empresa de café italiana a obter a certificação internacional B Corp.
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