
Pesquisadores sequenciam o genoma do bicho mineiro do cafeeiro
Avanço permitirá o desenvolvimento de bioprodutos para o controle da pior praga da cultura
Atualizado em 08/08/2022
Pesquisadores sequenciam o genoma do bicho mineiro do cafeeiro
Avanço permitirá o desenvolvimento de bioprodutos para o controle da pior praga da cultura

Por Redação em 09/08/2022
Atualizado em 08/08/2022
O conhecimento vindo deste estudo sobre o bicho mineiro permitirá o uso de ferramentas genéticas e bioprodutos capazes de reduzir ou substituir inseticidas químicos nas lavouras. Assim, ajudará a atender produtores de cafés convencionais e orgânicos.
O bicho mineiro é considerado, hoje, a praga mais disseminada nos cafezais em todo o mundo. Bem como provoca perdas que podem chegar a 70% da produção.
Assim, o controle químico tem provocado a seleção de linhagens mais resistentes dessa lagarta, tornando a prática cada vez menos eficaz. Portanto, cientistas criaram protocolos para extração de DNA e RNA do inseto e desenvolveram método para determinar o seu sexo.
Bicho Mineiro
Considerada por produtores e cientistas a pior praga dos cafezais, o bicho mineiro (Leucoptera coffeella) está mais conhecido da ciência. Isso porque uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) acaba de anunciar a geração de dados do genoma completo desse inseto, responsável por comprometer a qualidade dos grãos e de gerar perdas entre 30% e 70% da produção.
Até agora, um dos maiores obstáculos para o seu controle era a escassez de informações mais detalhadas sobre a sequência genômica do inseto-praga. Uma minúscula mariposa de apenas um milímetro de comprimento. Por isso, a dificuldade em driblar o mecanismo de resistência do bicho mineiro aos inseticidas disponíveis no mercado que, além de funcionarem apenas por uma ou duas safras (tempo suficiente para a praga se tornar resistente), acabam impactando o meio ambiente.
Para conhecer melhor não só o comportamento da mariposinha, que na fase de lagarta devora uma planta inteira sem dificuldade, os pesquisadores passaram a trabalhar com os dados do genoma (conjunto completo dos genes da praga) e transcriptoma do inseto (genes em uso pelo inseto), analisando órgãos, tecido ou linhagem celular. Essas informações permitirão, a partir de agora, estudos moleculares de genes alvo para controle da praga.
Assine nossa Newsletter
Cadastre-se gratuitamente e receba nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do mercado de café.
Continue lendo

Café reduz risco de doenças do fígado, aponta estudo

Brasil exporta 3,9 mi de sacas de café em setembro, alta de 3% ante 2025

Broca-do-café exige monitoramento e manejo desde a etapa pós-colheita


