
Plataforma interativa organiza dados para logística do agronegócio
Ao integrar informações sobre armazenagem e beneficiamento, sistema amplia análise da complexidade da logística do setor no país
Atualizado em 23/12/2024
Plataforma interativa organiza dados para logística do agronegócio
Ao integrar informações sobre armazenagem e beneficiamento, sistema amplia análise da complexidade da logística do setor no país

Por Redação em 12/01/2025
Atualizado em 23/12/2024
Lançaram uma nova versão do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira (SITE-MLog). Desenvolvida pela Embrapa Territorial (SP), pois, a plataforma interativa traz dados detalhados sobre a logística do agronegócio brasileiro. Gratuita e acessível pelo Portal da Embrapa, a ferramenta ainda oferece informações atualizadas sobre 10 cadeias produtivas. São elas: algodão, bovinos, café, cana-de-açúcar, galináceos, laranja, madeira para papel e celulose, milho, soja e suínos.
Capaz de gerar milhares de mapas e gráficos sobre a produção e a exportação dessas cadeias, o SITE-MLog agora inclui painéis interativos que permitem análises personalizadas sobre produção. Além de exportação, armazenagem, processamento e demanda por insumos agrícolas.
Padronização
A princípio, a primeira versão do sistema foi criada em 2018, a pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ou seja, para integrar dados que antes estavam dispersos em bancos de diferentes fontes.
“A grande vantagem do SITE-MLog é a economia de tempo e a padronização das informações, que agora estão organizadas e acessíveis em uma única interface. Isso facilita análises rápidas e estratégias mais eficientes para o setor agropecuário”, afirma Gustavo Spadotti, chefe-geral da Embrapa Territorial.
Logística do agronegócio
Na nova versão, aliás, os dados de produção agropecuária estão disponíveis em uma série histórica que vai de 1990 a 2023. Dessa forma, é possível visualizar no mapa ou em uma tabela qual o volume e valor obtido em cada microrregião do País. O mesmo painel apresenta um mapa com a concentração espacial da produção, organizando as localidades em quatro grupos, chamados de quartéis.
Em outras palavras, o sistema permite obter a concentração no contexto de apenas uma unidade federativa ou uma das cinco grandes regiões.
“Esse indicador de concentração ajuda a definir prioridades para políticas públicas e investimentos privados. Ele permite identificar quais áreas merecem atenção especial, seja para fomentar a produção ou melhorar a infraestrutura existente”, explica o analista da Embrapa, André Farias.
Exportação
Desde já, na área dedicada à exportação, o usuário encontra o volume e o valor da exportação agropecuária registrados em cada microrregião do País. Isso para os 10 produtos que integram o SITE-MLog, entre 1997 e 2023. Também estão disponíveis dados por subproduto.
Ademais, o sistema com dados de logística do agronegócio mostra qual o valor e volume exportado por porto ou terminal de escoamento, bem como os países de destino. O Porto de Santos é ponto de partida da maior parte das cargas para oito das 10 cadeias produtivas.
Armazenagem e processamento
Por outro lado, uma das principais inovações da nova versão do SITE-MLog é a localização dos estabelecimentos nos quais parte da produção é estocada ou processada. Os mapas identificam armazéns, usinas de açúcar e etanol, frigoríficos e outros estabelecimentos que processam carnes, além de beneficiadoras de algodão, milho e soja.
A analista da Embrapa, Jaudete Daltio, conta que a armazenagem já estava presente nos estudos logísticos da primeira versão do SITE-MLog. E, agora, apresentam esses dados na forma de painéis dinâmicos. O objetivo é ampliar o entendimento sobre os caminhos dos produtos até o destino. “Mostramos o que uma localidade produziu e para onde está exportando, mas e o meio do caminho? O tema era, de fato, muito relevante”, declara.
Por fim, o SITE-MLog conta ainda com uma área de estudos logísticos, com publicações técnicas e científicas, e análises feitas pela Embrapa Territorial a partir da ferramenta, desde 2018.
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