
Preço do café leva consumidor a mudar comportamento
Informação vem da Organização Internacional do Café. Confira!
Atualizado em 10/10/2022
Preço do café leva consumidor a mudar comportamento
Informação vem da Organização Internacional do Café. Confira!

Por Redação em 11/10/2022
Atualizado em 10/10/2022
Os consumidores escolherão beber café em casa em vez de cafeterias e restaurantes. A afirmação é de Vanusia Nogueira, diretora-Internacional do Café (OIC). A publicação é da Reuters e do Notícias Agrícolas. Isso porque o aumento da inflação e os riscos de recessão nos próximos meses impactarão no preço do café. O que levará à mudança de comportamento de quem aprecia a bebida.
Influência no comportamento
Dessa forma, a oferta internacional de café não tem sido capaz de atender a demanda. Isso em um momento em que os estoques estão baixos, conforme Vanusia Nogueira. Atribuindo, portanto, a menor safra global no ano cafeeiro de 2021/22 aos efeitos das mudanças climáticas.
“Temos muitos problemas climáticos nas principais regiões produtoras”, disse ela à Reuters em entrevista na capital colombiana, Bogotá.
Embora os preços do café tenham subido, os produtores não conseguiram entregar mais produtos devido a questões relacionadas ao clima, disse ela.
Produção
A produção total do ano cafeeiro de 2021/22 atingiu 167,2 milhões de sacas de 60 quilos no mundo. Uma queda de 2,1% em relação ao ano cafeeiro anterior, segundo estatísticas da OIC, que descobriram que o consumo global de café aumentou 3,3%, para 170,3 milhões de sacas.
Os preços do café devem permanecer estáveis em 2023, disse Nogueira.
Assim como durante a pandemia de coronavírus, espera-se que o consumo aumente nas residências e diminua nos cafés e restaurantes, mas os volumes gerais de vendas e consumo devem permanecer estáveis, disse ela à Reuters.
“Não acho que haverá impacto em termos de volumes, mas na forma como o café é bebido e na qualidade, as pessoas vão diminuir a qualidade do que bebem e mudar onde bebem”, disse ela, alertando que os produtores de cafés especiais podem ser os mais atingidos.
A mudança climática é o maior desafio do setor cafeeiro, disse ela, acrescentando que a OIC está trabalhando na criação de um fundo de resiliência junto a bancos e outras organizações para examinar mais de perto as zonas produtivas e variedades de café resistentes às mudanças climáticas.
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