
Preço médio do café arábica sobe 12,1% em maio
O indicador de preços, calculado pelo Cepea/Esalq/USP, atingiu novo recorde nominal da série histórica iniciada em 1996
Atualizado em 11/06/2021
Preço médio do café arábica sobe 12,1% em maio
O indicador de preços, calculado pelo Cepea/Esalq/USP, atingiu novo recorde nominal da série histórica iniciada em 1996

Por Redação em 12/06/2021
Atualizado em 11/06/2021
O preço médio do café arábica, calculado pelo indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), subiu 12,1% em maio de 2021, atingindo um novo recorde nominal da série histórica iniciada em 1996.
De acordo com publicação no site da Revista Globo Rural, o café arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 877,41/saca no dia 31 de maio.
Segundo os pesquisadores do Cepea/Esalq/USP, os cafés mais finos foram cotados na casa dos R$ 900/saca. A média mensal do indicador do Cepea, em maio, ficou em R$ 822,24/saca, em alta de 10,5% em relação a abril e de 43,21% em comparação com maio do ano passado.
Conjuntura na oferta
A pesquisa aponta ainda que, mesmo com o início da colheita, os preços do café arábica dispararam impulsionados pela expectativa de oferta mais justa no curto prazo, tanto no país quanto em outras origens.
Ainda de acordo com a reportagem, citando a pesquisa, outros fatores que exercem influência são o atual clima desfavorável em lavouras nacionais e os problemas logísticos na Colômbia, que reforçam o movimento de alta nos preços externos e internos do arábica.
Os pesquisadores do Cepea/Esalq/USP observaram também que os dados divulgados no encerramento de maio pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmaram a menor produção na safra de 2021/2022 do Brasil e reforçaram o movimento de alta nos preços internos. O USDA estima a safra brasileira em 56,3 milhões de sacas de 60 kg, queda de 19,4% frente a 2020/21. Já a Conab prevê um volume menor, de 48,8 milhões de sacas, recuo de 22,6% em relação à safra passada.
Mercado futuro
Fora do Brasil, os agentes estiveram apreensivos com as exportações na Colômbia, devido aos problemas de logística associados aos protestos antigovernamentais no país, e com a oferta na América Central, tendo em vista os impactos do clima e problemas de mão de obra. Com isso, os futuros do arábica passaram a operar acima dos 150 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os maiores patamares em mais de quatro anos.
Entre 30 de abril e 28 de maio, o contrato Julho/21 avançou 14,8%, fechando a 162,35 centavos de dólar por libra-peso no dia 28 (no dia 31 de maio, a Bolsa de Nova York não operou, por conta do feriado de Memorial Day nos EUA). Quanto ao dólar, fechou a R$ 5,225 no dia 31, desvalorização de 3,84% no mesmo comparativo.
Em relação à liquidez, os pesquisadores do Cepea/Esalq/USP relatam que poucos negócios foram efetivados no físico nacional, uma vez que a maior parte dos produtores seguiu distante do mercado, devido à incerteza quanto à oferta em 2021 e, consequentemente, à possibilidade de novas altas dos preços.
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