Foi assinado nesta segunda-feira, 5 de junho, na sede da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o protocolo de intenções pela adoção de boas práticas trabalhistas e condições de trabalho decente na cafeicultura em Minas Gerais.
Antes de mais nada, o pacto foi celebrado em busca de garantir a formalização e boas condições de trabalho na cafeicultura. Ademais, foi firmado entre o governo federal, por meio dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Além de entidades de classe e do Conselho Nacional do Café (CNC). Ou seja, o pacto busca valorizar e disseminar práticas sustentáveis no campo.
Protocolo de intenções
Nesse sentido, assinaram o documento conosco: o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome (Interino), Osmar Ribeiro de Almeida Júnior, representado pela Secretária Nacional de Renda e Cidadania (Bolsa Família), Eliane Aquino.
E também o presidente da Emater-MG, Otavio Maia, representando o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O procurador do Trabalho, representante do Ministério Público do Trabalho, Mateus de Oliveira Biondi.
Mais assinaturas
Além disso, o diretor da Organização Internacional do Trabalho para o Brasil (OIT), Vinicíus Pinheiro. O superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Alberto Menezes de Calazans.
Juntamente com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores, Trabalhadoras Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar), Gabriel Bezerra Santos.
Do mesmo modo, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultoras, Agricultores e Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos.
Por fim, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Vilson Luiz Da Silva.
Na prática
Desde já, o maior número de contratações na cafeicultura em Minas Gerais ocorre durante a colheita, que se estende até outubro.
Por exemplo, a assinatura do acordo garante ao trabalhador o retorno imediato ao programa Bolsa Família após o término do registro do contrato na carteira.
Bastando apenas que o empregador e o contratado comuniquem a baixa ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social do município). Ao mesmo tempo em que garante ao produtor a segurança jurídica em relação aos trabalhadores contratados.
Mão-de-obra
Dessa forma, a preocupação do produtor de café era a contratação de mão-de-obra para a colheita. Que agora está resolvida com o ato que foi assinado.
E era um caso em que o produtor queria formalizar o contrato temporário assinando a carteira. No entanto, o trabalhador não concordava com medo de perder o auxílio governamental (Bolsa Família). Portanto, esse é o principal alcance do protocolo.
Em outras palavras, a formalização do contrato temporário vai legalizar a contratação durante a colheita do café, eliminando casos de trabalho análogo à escravidão. Por fim, o acordo entrou em vigor logo após a sua assinatura.
Auditor fiscal
Queremos explicar que, quando o auditor fiscal chega na propriedade em que está sendo realizada a colheita, a sua primeira ação é verificar se a carteira de trabalho está assinada pelo cafeicultor. Posso afirmar, pois, que o ato assinado neste dia 5 de junho eliminará, no mínimo, 70% das multas aplicadas.
Então, como consequência do ato assinado, a condição de trabalho análogo ao escravo praticamente está resolvida.
Agora o trabalhador, por si só, não terá mais receio de disponibilizar a sua CTPS para que o empregador o registre.
Ou seja, isso mostra que bastam pequenos ajustes por parte dos produtores para eliminarmos de vez essa mancha na produção de café, promovidas por aqueles que não compreendem a importância desse ato.
Conheça mais detalhes da assinatura do protocolo de intenções clicando aqui.
Assine nossa Newsletter
Cadastre-se gratuitamente e receba nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do mercado de café.
Continue lendo

Café reduz risco de doenças do fígado, aponta estudo

Brasil exporta 3,9 mi de sacas de café em setembro, alta de 3% ante 2025

Broca-do-café exige monitoramento e manejo desde a etapa pós-colheita



