
Rastreabilidade e cooperativismo são pautas para agro sustentável na COP30
No Fórum Planeta Campo, a gerente ESG da Cooxupé, Natalia Carr, destacou o papel do café e do cooperativismo no cenário da sustentabilidade
Atualizado em 12/11/2025
Rastreabilidade e cooperativismo são pautas para agro sustentável na COP30
No Fórum Planeta Campo, a gerente ESG da Cooxupé, Natalia Carr, destacou o papel do café e do cooperativismo no cenário da sustentabilidade

Por Redação em 13/11/2025
Atualizado em 12/11/2025
A construção de um sistema de rastreabilidade total da cadeia de alimentos no Brasil foi tema de debate no painel realizado durante o Fórum Planeta Campo, na COP30, em Belém (PA). O Sistema OCB reuniu cooperativas brasileiras em discussões que mostraram, na prática, como o cooperativismo conecta desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impacto social positivo.
A gerente de ESG da Cooxupé, Natalia Carr, foi uma das convidadas do painel e falou sobre o protagonismo do cooperativismo cafeeiro na transição para uma economia de baixo carbono.
Cooxupé apresenta o Protocolo Gerações
Natalia Carr apresentou o “Gerações”, protocolo próprio de sustentabilidade da Cooxupé, desenvolvido para apoiar os produtores cooperados na adoção de práticas ambientais, sociais e econômicas mais sustentáveis, com foco na sucessão familiar, gestão eficiente e valorização do café responsável.
Ela destacou também as ações de rastreamento e certificação socioambiental do café, produzido pelos mais de 21 mil cooperados, dos quais 96,7% são mini e pequenos produtores. O café da Cooxupé é exportado para 50 países.
“O cooperativismo é peça-chave para dar escala às soluções baseadas na natureza, integrando tradição e tecnologia para fortalecer uma produção regenerativa e de baixo impacto. Precisamos comunicar melhor o que fazemos no campo e mostrar, com dados, que o café e o cooperativismo fazem parte da solução para as mudanças climáticas”, ressaltou Natalia Carr.

Painéis reforçam bioeconomia e descarbonização
Além da Cooxupé, representantes da Coplacana, Camta e D’Irituia participaram de painéis que abordaram bioeconomia regenerativa, sistemas agroflorestais, créditos de carbono e rastreabilidade, reforçando o papel das cooperativas na transição para um agro mais sustentável.
No painel “Bioeconomia regenerativa da Amazônia: do carbono circular à cooperação sustentável”, mediado pelo coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, o debate ressaltou a importância da união entre produtores, governo e iniciativa privada para ampliar os modelos de restauração produtiva.
“Temos uma grande oportunidade de gerar renda e riqueza para quem realmente protege a floresta. E isso só acontece quando se fortalecem organizações locais, cooperativas e associações. O cooperativismo dá voz, escala e segurança às comunidades”, afirmou Mauro Costa, gerente sênior de Relacionamento e Abastecimento da Sócio Biodiversidade da Natura.
Cooperativismo: exemplos de sustentabilidade no campo

As cooperativas apresentaram ações concretas que integram produção, regeneração e inclusão social.
“Ser sustentável significa ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável, e isso faz parte das premissas do cooperativismo desde a sua raiz”, destacou Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
*As informações são do site Sistema OCB.
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