
Redução de tarifas do acordo Mercosul-UE favorece café solúvel brasileiro
A medida prevê, inicialmente, a redução de 1,8% na tarifa para embarques realizados a partir de maio.
Atualizado em 09/05/2026
Redução de tarifas do acordo Mercosul-UE favorece café solúvel brasileiro
A medida prevê, inicialmente, a redução de 1,8% na tarifa para embarques realizados a partir de maio.

Por Redação em 09/05/2026
Atualizado em 09/05/2026
A redução de tarifas do acordo Mercosul-UE deve favorecer a competitividade do café solúvel brasileiro no mercado internacional. A aplicação provisória do acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia entrou em vigor no início de maio, prevendo uma queda inicial de 1,8% nas tarifas para embarques realizados a partir deste mês. A medida tende a ampliar o acesso do produto nacional ao mercado europeu, considerado estratégico para o setor. A notícia foi divulgada pelo site CNN Brasil.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o café solúvel está entre os itens contemplados no acordo, mas seguirá um cronograma gradual de desgravação tarifária. Atualmente, a alíquota é de 9% e deverá ser reduzida progressivamente ao longo de quatro anos, com previsão de zerar completamente a partir do quinto ano.
Mesmo em regime provisório, a entidade avalia o cenário de forma positiva. A expectativa é que a redução gradual das tarifas estimule o aumento das exportações para a Europa e contribua para a manutenção da participação brasileira frente à concorrência internacional.
Redução de tarifas do acordo Mercosul-UE e disputa com concorrentes
A concorrência no mercado europeu tem se intensificado, especialmente com o avanço do Vietnã, que passou a contar com tarifa zero para o café solúvel desde 2023. O movimento elevou a pressão sobre o Brasil, que busca manter sua posição de destaque no bloco.
Ainda assim, o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, afirma que o café solúvel brasileiro possui condições competitivas para sustentar sua presença no mercado europeu. Atualmente, a União Europeia é o segundo principal destino das exportações brasileiras do produto, com cerca de 16 mil toneladas embarcadas por ano, o equivalente a aproximadamente 20% do total.
Os Estados Unidos seguem como principal mercado, com participação de cerca de 22%. Considerando países individualmente, Rússia e Argentina alternam a segunda posição, mas, de forma consolidada, o bloco europeu mantém relevância estratégica para o setor.
Exigências ambientais e adaptação do setor
Em relação às exigências ambientais da EUDR (Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento), o setor avalia que o Brasil já atende aos critérios estabelecidos. Segundo a Abics, empresas e entidades vêm se preparando desde o início das discussões.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) tem atuado no suporte ao setor, com sistemas de rastreabilidade e comprovação de origem sem desmatamento, atendendo às demandas dos compradores europeus.
A expectativa é de que, com o avanço do acordo e o cumprimento das exigências ambientais, o café solúvel brasileiro amplie sua competitividade e fortaleça sua presença no mercado internacional.
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