
Seis curiosidades sobre a cafeína que você ainda não conhece
Descubra dicas interessantes sobre a substância: onde ela está presente, como age no corpo e porque é tão importante para quem ama café
Atualizado em 17/06/2025
Seis curiosidades sobre a cafeína que você ainda não conhece
Descubra dicas interessantes sobre a substância: onde ela está presente, como age no corpo e porque é tão importante para quem ama café

Por Redação em 28/06/2025
Atualizado em 17/06/2025
Quando pensamos em energia, é quase impossível não lembrar dela: a cafeína. De antemão, esse composto natural é responsável por boa parte do nosso “combustível” ao tomar nossa bebida favorita, mas o que exatamente você sabe sobre ela? No entanto, para além do estímulo matinal, você conhecerá algumas curiosidades sobre a cafeína pouco conhecidas.
Confira um guia completo para você entender melhor essa substância tão presente no nosso dia a dia. Antes de mais nada, a notícia é do Blog Ucoffee.
O que é a cafeína?
Primordialmente, a cafeína é um alcaloide natural encontrado em mais de 60 espécies de plantas. Bem como em grão de café, folhas de chá, sementes de cacau e grãos de guaraná. Ela atua como um estimulante do sistema nervoso central, ajudando a melhorar o estado de alerta, a concentração e a sensação de disposição.
Desde já, sua função original nas plantas é de proteção. Ou seja, a cafeína serve como um pesticida natural contra insetos e também inibe o crescimento de outras plantas ao redor. Desse modo, garantindo mais espaço para seu próprio desenvolvimento.
Apesar de muita gente associar a cafeína exclusivamente ao café, ela está presente em diversos outros alimentos e bebidas do nosso dia a dia. Por isso, se você tem alguma restrição ou precisa reduzir o consumo desse composto, é importante olhar além do café. Aliás, muitas vezes, o verdadeiro excesso vem do acúmulo de pequenas doses vindas de outras fontes. E o café acaba levando a culpa injustamente.
Onde esse composto é encontrado?
Apesar de ser mais famosa no café, a cafeína aparece em diversos alimentos e bebidas. Além do café, ela aparece no chá (especialmente chá preto, verde e mate), chocolate, refrigerantes de cola. Bem como em bebidas energéticas e suplementos pré-treino.
No entanto, a quantidade de cafeína pode variar bastante dependendo da origem e do preparo de cada produto. Um espresso, por exemplo, contém em média 60 a 80 mg de cafeína por dose, enquanto uma xícara de chá verde tem cerca de 30 a 50 mg.
1 – Café robusta tem mais cafeína que arábica
Uma curiosidade interessante é que nem todo café tem a mesma quantidade de cafeína. O Coffea canephora (popularmente conhecido como Robusta) apresenta quase o dobro de cafeína em comparação ao Coffea arabica.
- Arábica: entre 1,2% a 1,5% de cafeína
- Robusta: entre 2,2% a 2,7% de cafeína
Esse é um dos motivos pelos quais o robusta é utilizado em blends para espresso. Pois, ele adiciona mais corpo, crema e potência à bebida.
Um estudo publicado na revista Revista Ciência Agronômica avaliou o teor de cafeína em diferentes genótipos de café arábica e robusta. Na análise, encontraram variações entre 0,8% a 2,8% de cafeína nos grãos, com o robusta apresentando geralmente os valores mais altos.
Além disso, uma pesquisa da Embrapa analisou cultivares de Coffea canephora (Robusta) em diferentes ambientes da Amazônia Ocidental. E observou que o teor médio de cafeína foi de 2,54%, com alguns clones atingindo até 3,05%. Esses dados reforçam que o robusta possui, de fato, um teor de cafeína significativamente mais alto que o arábica. Dessa forma, o que contribui para seu sabor mais intenso e amargor característico.
2 – A cafeína começa a agir muito rápido
Aliás, você sabia que a cafeína pode começar a fazer efeito apenas 15 minutos após a ingestão? E o pico máximo no sangue acontece geralmente entre 30 a 60 minutos depois.
Ela age bloqueando a adenosina, uma substância no cérebro que promove a sensação de cansaço. Nesse sentido, ao inibir a adenosina, a cafeína aumenta a atividade de neurotransmissores como a dopamina. E também a noradrenalina, melhorando a energia e o foco.
3 – Quanto tempo a substância fica no corpo?

A meia-vida da cafeína, o tempo necessário para que metade da substância seja eliminada do organismo, varia significativamente entre os indivíduos. Estudos apontam que em adultos saudáveis essa meia-vida costuma ser de aproximadamente 5 horas. Mas, pode oscilar entre 1,5 e 9,5 horas, dependendo de diversos fatores. Isto é, como idade, genética, uso de medicamentos, gravidez e hábitos como o tabagismo.
Por exemplo, fumantes podem metabolizar a cafeína mais rapidamente, reduzindo sua meia-vida em até 50%. Por outro lado, mulheres grávidas, especialmente no terceiro trimestre, podem experimentar uma meia-vida prolongada de até 15 horas.
Essas variações explicam por que algumas pessoas podem consumir cafeína à tarde sem impacto no sono, enquanto outras enfrentam dificuldades para dormir mesmo após ingestões matinais. Por isso, é importante conhecer o próprio organismo e ajustar o consumo de cafeína conforme a sensibilidade individual.
4 – Existe café sem cafeína?
Sim! Contudo, é importante entender que o café descafeinado não é 100% livre de cafeína. O processo de descafeinação retira a maioria do composto, mas sempre sobra uma quantidade residual, cerca geralmente de 2 a 5 mg de cafeína por xícara.
Ainda assim, é uma ótima opção para quem adora o sabor do café, mas precisa reduzir o consumo de cafeína.
5 – Vilã ou aliada?
Como tudo na vida, o segredo está na moderação. Em quantidades moderadas (cerca de 200 a 400 mg por dia para adultos saudáveis), a cafeína pode trazer benefícios. Por exemplo, aumento da concentração e do desempenho mental; melhora do desempenho físico. Além da aceleração do metabolismo; e redução do risco de algumas doenças neurodegenerativas.
Por outro lado, excesso de cafeína pode causar ansiedade, insônia, taquicardia e outros efeitos indesejados. Portanto, conhecer seu próprio limite é fundamental para aproveitar o melhor que a cafeína tem a oferecer.
6 – Curiosidades sobre a cafeína
- Campeão de cafeína: O guaraná realmente tem concentrações maiores de cafeína do que o café. Aliás, o teor pode chegar a 4% a 6% de cafeína em peso seco, enquanto no café arábica é de cerca de 1,2% a 1,5%. (Fonte: Embrapa)
- Cafeína no espaço: Astronautas da NASA levam café especial para consumir cafeína em gravidade zero, utilizando embalagens adaptadas chamadas Space Cups. (Fonte: NASA)
- Sensibilidade à cafeína: Estudos mostram que a metabolização da cafeína varia de pessoa para pessoa principalmente por fatores genéticos, especialmente em genes como o CYP1A2. (Fonte: NCBI)
- Recorde de consumo: A Finlândia lidera o ranking mundial de consumo de café per capita, com uma média de cerca de 12 kg por pessoa ao ano. (Fonte: World Population Review)
A cafeína é mais complexa do que parece
Em síntese, a cafeína faz parte do nosso cotidiano de uma maneira muito maior do que imaginamos. Seja para acordar de manhã, dar aquele gás no trabalho ou aproveitar um espresso perfeito, ela está presente. E, quando consumida de maneira consciente, pode ser uma grande aliada.
Agora que você conhece um pouco mais sobre a cafeína, que tal cafeinar seu dia com mais consciência?
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