
Tomar café todos os dias pode reduzir risco de demência, sugere pesquisa
Estudo de longo prazo com 130 mil pessoas indica que o consumo moderado está associado a uma proteção de 20% contra doenças neurodegenerativas
Atualizado em 11/03/2026
Tomar café todos os dias pode reduzir risco de demência, sugere pesquisa
Estudo de longo prazo com 130 mil pessoas indica que o consumo moderado está associado a uma proteção de 20% contra doenças neurodegenerativas

Por Redação em 22/03/2026
Atualizado em 11/03/2026
O hábito diário de apreciar um bom café pode trazer benefícios que vão muito além da energia para o dia a dia. Segundo um estudo recente repercutido pelo portal G1 e conduzido por pesquisadores de Harvard, o consumo moderado da bebida está associado a uma redução de cerca de 20% no risco de demência. A pesquisa, uma das mais robustas da área, acompanhou 131 mil pessoas por mais de 40 anos e revelou que quem consome de duas a três xícaras por dia apresenta menor probabilidade de desenvolver doenças neurodegenerativas em comparação com quem não ingere a bebida.
Café e risco de demência: o que explica a proteção observada
Os dados reforçam que o benefício aparece no equilíbrio. De acordo com os pesquisadores, quantidades superiores a três xícaras por dia não demonstraram efeito protetivo adicional. O ponto-chave está na constância e na moderação, inserindo o café em um estilo de vida que inclua alimentação balanceada e prática regular de atividades físicas.
Um insight importante que complementa o estudo é o papel dos polifenóis presentes no grão. Além da cafeína, o café possui ácidos clorogênicos que atuam na redução da inflamação sistêmica e do estresse oxidativo no cérebro.
Estudos paralelos indicam que esses compostos ajudam a preservar a integridade dos neurônios, o que explica por que até mesmo o café descafeinado, em alguns contextos, apresenta benefícios protetores semelhantes.
O café como patrimônio de bem-estar e sucessão
Descobertas como esta reforçam o valor da “cultura do café” não apenas como uma commodity, mas como um hábito que sustenta a vitalidade de quem vive do campo. Zelar pela saúde cognitiva é, em última análise, proteger o maior patrimônio do setor: a experiência e a lucidez dos produtores.
Manter a mente ativa garante que as histórias e as técnicas de cultivo continuem sendo compartilhadas com clareza, fortalecendo o legado de cada família cafeicultora.
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